Casal de brasileiros cria técnica de exame de fezes mais humanizado
Data de publicação: 21 de março de 2016
Há cientistas que defendem que a análise das fezes, sozinha, fecha o diagnóstico desse câncer, sem a necessidade de colonoscopia —exame mais caro e invasivo.
Foi uma experiência pessoal com câncer colorretal que motivou Dias e sua mulher, Carolina Fagundes, 40, a criar o ColOff.
A tal sacola esterilizada foi a técnica caseira que eles desenvolveram para facilitar a vida da mãe dela, Ivonice Fagundes, então bailarina, diagnosticada com a doença.
"Ela fazia exame de fezes semanalmente por dois anos para acompanhar a evolução da massa tumoral", conta Fagundes. "Era cada vez mais difícil conseguir que ela se equilibrasse num potinho. Tinha alto risco de queda."
Antes de falecer, em 2008, aos 57 anos, a mãe dela teria pedido que o casal patenteasse e vendesse a "sacola".
Sem convênio
Fagundes e Dias largaram seus trabalhos, tiraram os quatro filhos do ensino privado, cortaram o plano de saúde e abriram a start-up.
Agora, estão atrás de investimentos para escalar a produção das sacolinhas.
O casal também está investindo em pesquisa. Eles estão desenvolvendo um teste rápido de exame de fezes para ser usado em áreas remotas. Isso em parceria com o CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais).
O projeto teve aporte de R$ 1,4 milhão da agência federal de estudos Finep.
Em regiões longínquas, esse exame é ainda mais difícil. As fezes estragam antes de chegar ao laboratório. "Não podemos mais deixar que as pessoas morram de diarreia no Brasil", diz Fagundes.
Fonte: Folha de S. Paulo
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